Será que...
... também foi enviada para a escola onde lecciono???
ADirecções Regionais de Educação informadas pela tutela
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Professores mais faltosos terão mais trabalho depois das aulas
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09.06.2006 - 19h19 Lusa
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Os professores que menos faltaram ao longo do ano lectivo serão beneficiados pelos conselhos executivos na distribuição do trabalho que tem de ser realizado nas escolas após terminarem as aulas, determinou o Ministério da Educação.
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Numa carta enviada hoje aos conselhos executivos pelas Direcções Regionais de Educação, a tutela dá às escolas orientações a nível da distribuição de tarefas como a supervisão de exames e os trabalhos de preparação do próximo ano lectivo.
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A ideia é que os conselhos executivos "tenham em consideração a assiduidade e a sobrecarga de trabalho que alguns docentes tiveram ao longo do ano lectivo", beneficiando-os em relação aos mais faltosos.
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Na prática, os professores mais assíduos ficarão menos sobrecarregados de trabalho do que os outros, o que significa que terão de ir menos vezes à escola, depois de acabarem as aulas.
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O ministério justifica esta orientação com o facto de alguns professores faltarem ao longo do ano ao abrigo de um artigo do Estatuto da Carreira Docente que permite justificar a ausência, desde que a mesma seja descontada no período de férias.
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"O docente que já gozou parte dos seus dias de férias ao longo do ano não pode voltar a usufruir de uma situação de facto cumulativa", alega o ministério, que determina, por isso, que a distribuição de tarefas deve sobretudo ser aplicada a estes professores.
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Se a distribuição de trabalho que as escolas têm anualmente de realizar depois das aulas, que se prolonga durante todo o mês de Julho, fosse igualitária, isso constituiria, segundo a tutela, "uma manifesta injustiça para os docentes que procuraram ser assíduos às actividades lectivas", conclui o documento.
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;o) The LBug


6 Comments:
À minha escola ainda não chegou nada, fico à espera para ver...
[De qualquer maneira, não me parece, assim de repente, que esta medida traga alguma novidade, a não ser que se considere que o Órgão de Gestão não tem razoabilidade quando distribui o serviço (e se não a tiver também não é por causa desta comunicação que vai pasar a ter...). Por outro lado, e se se pretende que esta comunicação venha trazer alguma coisa de muito novo, à primeira vista só pode ser completamente descontextualizada da realidade... porque... é muito bonito muito bonito, mas na prática, as coisas são bem mais difíceis do que por vezes se quer fazer paracer... Não, não me parece de todo, que seja a descoberta da pólvora...]
Pois,...
... na escola onde lecciono há 13 anos, os que fazem férias durante o ano, são os grandes recompensados aquando da distribuição destas tarefas.
Em geral, as tarefas mais "cabeludas" são atribuídas aos que mais cumprem e que são competentes no que fazem.
(Bem... a verdade é que isto já acontece ao longo do ano lectivo! É certo que os outros já vão sendo recompensados durante o ano lectivo, mas...)
Tem lógica, porque são em geral tarefas em que NÃO PODE haver falhas, mas...
... não deixa de ser injusto!
E talvez fizesse muito bem aos outros, de vez em quando, passar também por elas! (Mas com a devida responsabilização por parte do Órgão de Gestão).
Por outro lado, a própria "selecção" de correctores dos exames do ensino básico (tarefa NÃO REMUNERADA, excepto no caso de reapreciações) contraria um pouco isto! Ou não?
;o) The LBug
Estas noticias e outras que vão escorrendo (até à greve com caracter diário) têm um propósito bem definido.
Se não fosse feio lavar roupa suja em público...
Se eu, depois dos tais 13 anos de que fala a TheLBug, ainda conseguisse rir...
Assim, limito-me a concordar com a Tit, com a TheLBug (em absoluto!) e, se calhar, com o Henrique.
Pois é injusto que os que mais trabalham durante o ano sejam os que ficam sobrecarregados a seguir, mas... eu estou a imaginar os que fazem férias quase todo o ano a fazerm as turmas, os horários, etc, etc, e... os que ficaram justamente libertos a serem chamados ainda em férias por um presidente em pânico para remediarem o trabalho... (ai, que má estou... shiu, é só aqui que "ninguém" nos ouve) ;)
«Estas noticias e outras que vão escorrendo (até à greve com caracter diário) têm um propósito bem definido.»
Concordo com isto. Não tem havido qualquer escrúpulo ou pudor da máquina de propaganda ministerial. Começou, se bem se lembram, com a divulgação dos dados em bruto do número de faltas dos docentes, o ano passado, aquando da greve.
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