quinta-feira, outubro 20, 2005

Correctores... para punir?

Agora que, finalmente!, pude olhar para alguns dos exames dos nossos alunos (um trabalho de análise mandado fazer pelo Ministério), ao mesmo tempo que examino os critérios de correcção (alguns, reconheço-o, absurdos), há algo que emerge por cima de tudo:
Uma imensa mágoa ou amargura pela forma mesquinha e penalizadora como tantos dos nossos colegas interpretaram esses critérios e os aplicaram na correcção das provas.
Admito que tenham tido dúvidas. Mas porque é que em caso de dúvida optaram por penalizar o(a) aluno(a)? Vi respostas iguais (mesmo e realmente iguais) serem classificadas de forma diferente, mas nunca beneficiando o(a) aluno(a)! Porquê? Porquê? Não compreendo.

6 Comments:

Anonymous Ana Psília said...

Vale a pena "ralhar" convosco... todos de volta em todos os blogs; menos tú J.

20/10/05 23:03  
Anonymous IC said...

Como correctora, só posso deixar dois testemunhos: 1º: Foi nas duas longas reuniões a que fomos chamados por causa da interpretação dos critérios que foram negadas terminantemente interpretações mais maleáveis que considerávamos justas (suponho que as reuniões terão sido todas semelhantes à do grupo de 20 correctores que me calhou) 2º: Tendo-me ficado na cabeça a única prova (única, por sorte minha), das que me calharam, em que o total se aproximava muito do nível seguinte - até faltava só um ponto para subir de 19 para 20 - e entendendo eu que uma resposta do aluno, de cotação zero à luz dos critérios, merecia 2 pontos, dei-os, mas em desobediência ao que já me tinha sido dito na reunião sobre a minha (não só minha)discordância sobre a não consideração dessa mesma resposta nesse item.
Isto tudo é só para dizer que TALVEZ (prefiro optar pelo optimismo) tenham sido menos do que te parecem os correctores com gosto em penalizar, pois há a acrescentar a interpretações possíveis de alguns dos critérios escritos as proibições orais que foram feitas aos correctores.
Nota: A APM referiu na altura algumas penalizações e exigências que considerou excessivas.

21/10/05 02:53  
Blogger Pedro said...

Como sabemos a correcção em algumas disciplinas (as sociais e humanas) tem a sua dose de subjectividade. Mas, de facto, há erros inconcebíveis...

21/10/05 14:53  
Blogger Miguel Pinto said...

Se querem 100% de acertos na correcção por que razão não sugerem exames de “verdadeiro” ou “falso”? Julgo ter percebido o sentido do texto do Rui: Há colegas que funcionam sempre no registo das certezas.

21/10/05 15:06  
Blogger Rui said...

Sim, Isabel, Pedro e Miguel, levo em conta as vossas chamadas de atenção.
Mas receio, lamento dizê-lo, que toda a raiva gerada nos professores por este governo vá extravasando inconscientemente para onde não deve.
Espero que consigamos todos canalizar essa raiva para coisas mais construtivas do que ser mais papistas que o papa com os alunos... que são, apesar de tudo, eles, não os pais (há muito mais preocupação expressa com estes do que com os alunos), os elos mais fracos e as vítimas mais fáceis em todo este processo.

23/10/05 16:11  
Anonymous Anónimo said...

Espero que consigamos todos canalizar essa raiva para coisas mais construtivas do que ser mais papistas que o papa com os alunos... que são, apesar de tudo,
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Apesar de tudo???
Ó homem, por mais voltas que você dê, acho que errou por completo a profissão. Não tinha mais lado nenhum onde ganhar a vida?

24/10/05 17:50  

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