sexta-feira, julho 29, 2005

The Gift 4 U!!!

"Wallpaper", hoje no player...


A

... dedicado aos (restantes) elementos deste blog!...
A

... e a todos os visitantes!
A

Por lhe terem dado VIDA!!!
A
;o) The LBug





























Não liguem aos erros de ortografia...

...são fruto das raivas!!!!!!!!!!!

Porque será?...

...Que uma medida do mais elementar bomsenso que É comprarmos preferencialmente produtos portugueses, mesmo que sejam mais caros, não é acarinhada, incentivada , pelos nossos (DES)governantes?
Só se eles estiverem enfeudados aos interesses estrangeiros... coisa que eu não quero acreditar...
Eu por mim tento só comprar português, mesmo sendo mais caro, mesmo de pior qualidade, e menos atraente.
E por acaso

recebi isto que se segue
Escolha "560" - O QUE É NACIONAL É BOM!



É necessário apoiar a produção nacional, é fundamental! Compre produtos portugueses. Os portugueses vivem hoje, num clima de crise, desde o desemprego à nossa fraca economia é certo que quem mais somos nós, mas o que certamente muitas vezes não nos passa pela cabeça é que podemos ter uma certa culpa nesta grande situação. Muitas das vezes, quando vamos às compras, tentamos ir à procura do produto mais barato, mas o que agora é barato pode vir a curto prazo tornar-se muito caro para todos nós. Desde a mais pequena especiaria ao peixe que comemos, que o nosso mercado está lotado por produtos fabricados no estrangeiro, tendo normalmente esses países uma economia mais forte que a nossa, conseguem vender os seus produtos a um preço menos elevado, desta forma somos levados, a comprar esses produtos, mas quando o fazemos estamos a contribuir para um maior crescimento externo desses produtos e sem dúvida a tirar postos de emprego no nosso país. Quando não compramos produtos nacionais e compramos produtos internacionais, as nossas produtoras são obrigadas a levantar o preço dos seus produtos, ora se os produtos concorrentes já era mais baratos isto faz com que o nossos sejam ainda mais caros, sendo mais caros ninguém os compra e toda esta situação leva posteriormente ao encerramento de várias industrias e consequentemente ao desemprego.
Produtos portugueses? E Como é que eu sei quais eles são? É simples, bastante simples, no entanto existem dois pontos a distinguir, existem marcas portuguesas e produtos portugueses. Marcas portuguesas como o nome indica são marcas de caracter nacional, com origem e produção no nosso pais (exemplo: Sumol, Mimosa, Delta) , produtos portugueses são produtos fabricados em Portugal por marcas nacionais, multinacionais ou até mesmo internacionais, mas são produtos feitos com mão de obra nacional, que contribuem superiormente para o nossa economia e para o emprego no nosso país.
E na hora de escolher como é que devo agir? Que atitude? Bem na hora de escolher é bastante fácil tomar boa uma atitude correcta, procure no produto, o código de barras e verifique se ele começa por 560. Todos os produtos portugueses começam por 560 no código de barras, posteriormente poderá ter em conta se a marca é nacional ou não e claro a qualidade e preço do produto. Seguem-se abaixo dois exemplos modelo dos códigos de barras:
Divulgue, mude os seus hábitos, ajude, tome uma atitude! Fale com os seus amigos acerca deste assunto, divulgue o Movimento 560 no seu site através dos painéis de divulgação laterais (banners), mande uma msg, mas acima de tudo, mude de atitude, todos nós agradecemos, um pequeno gesto, uma grande atitude.......
O QUE É NACIONAL É BOM!
FAÇAM UM ESFORÇO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! SE COMPRARMOS PORTUGUÊS PELO MENOSDAMOS DE COMER AOS NOSSOS COMPATRIOTAS. COMPRAM MAIS FERRARIS, CONTINUAM A PAGAR MENOS AOS EMPREGADOS, CONTINUAM A ENRIQUECER ESCANDALOSAMENTE..... MAS QUEM SABE? UM DIA PODE SER QUE ENTREM NOS EIXOS. E QUE SIGAM UM DOS PRCEITOS DUMA PERSONAGEM MUITO ODIOSA - HEMRY FORD - QUE PAGAVA MELHOR AOS SEUS OPERÁRIOS PORQUE ASSIM ARRANJAVA CLIENTES PARA OS SEUS PRODUTOS!
Dixit.

quinta-feira, julho 28, 2005

Governo e medidas de moralização

Mas porque não moralizar também sectores mais dramaticamente importantes para o país? O mundo do futebol, por exemplo?
Moralizar a Educação? Decerto, mas porquê só nos professores do ensino básico e secundário, porque não também nos do ensino superior (sobre os quais, e respectivos privilégios e abusos, desceu um silêncio absoluto)?
É simples, porque somos um dos elos mais fracos na Educação (o outro são obviamente os alunos).
E o Governo ao "priviligiar" unicamente estes professores na sua cruzada de moralização acaba por estar apenas a mostrar-lhes o quão sós, fracos e indefesos eles estão. Esta descoberta, mais o medo e a raiva que vão gerar, garanto-o, não trarão boas consequências para ninguém.

terça-feira, julho 26, 2005

Cada vez há mais...

O português ideal:

  • tem uma pensão de 1.600 contos por mês;
  • tem dois meses de férias como os juízes;
  • reforma-se aos 57 anos como os enfermeiros;
  • acumula um lugar de vogal na Fundação Luso-Americana com o seu emprego, como o Dr. Vítor Constâncio;
  • tem o sistema de saúde dos polícias;
  • tem uma verruga mais uma dioptria no olho esquerdo, e mais outro achaque qualquer para chegar aos 80% de deficiência, e (quase) não pagar inpostos;
  • tem a esposa na TAP e viaja com descontos;
  • tem um pai militar e faz as compras na Manutenção Militar;
  • tem a mãe médica e não paga consultas, ao abrigo do estatuto deontológico da Ordem dos Médicos;
  • e possui um cartão do PS e outro do PSD pelo que arranja sempre «tachos» (para ele, para a família, para os amigos, para a família dos amigos,...).
    A

A
Usa peúgas brancas e... vai sempre à bola! É de homem!!! (E com "agá" GRANDE!...).
A
No fim, só lhe falta fazer um filho, plantar uma árvore e escrever um livro para se sentir realizado!...
A
;o) The LBug

sexta-feira, julho 22, 2005

A promoção nos professores

Um professor que trabalha bem vive permanentemente sob o risco de ser eleito ou nomeado para um cargo.
Ganha algo com essa "promoção"? Absolutamente nada! Tirarem horas de aulas (quando isso acontece) não é ganho nem compensação: para um professor que gosta de ensinar - por isso é que trabalha bem - trata-se, isso sim, de um castigo.
Posto isto, o Ministério instituiu por lei que os cargos nas escolas são de aceitação obrigatória. Sim, leram bem: O-BRI-GA-TÓ-RIA!!!

quinta-feira, julho 21, 2005

O poder dos jornalistas

"(...) o poder do jornalista não assenta no direito de fazer uma pergunta, mas no direito de exigir uma resposta." (Milan Kundera, A Imortalidade, p. 111)

Em Portugal estamos mais adiantados:
O jornalista de TV tem até o direito de não deixar o entrevistado completar o seu discurso, interrompendo-o e tornando-o assim qualquer coisa de irrisório e sem valor!
Espanta-me é a docilidade subserviente com que todos se submetem a este processo tremendamente erosivo da sua credibilidade.

Eu não faço isto com os meus alunos, que são miúdos... nem sei se eles me deixariam, para dizer a verdade!

terça-feira, julho 19, 2005

Milú, "Darling",...

"I'll remember You" hoje no player e...
... nos próximos (muitos) anos, pelas piores razões!!!
A
Mas como todos os %*$&#»... até tiveste sorte com a balada!
A
;o) The LBug




























O falhanço da Matemática: (n)o EXAME!

Hoje apetece-me ser politicamente SUPER-incorrecta!!!
A
(mais, até, do que é costume... ;o))
A
Ora vejamos...



A
Quantos Professores de Matemática há em Portugal? Imensos!... certo?
A
(...de acordo com as listas de colocação de Professores do M.E. dos últimos anos...
em excesso!!!
Mas isto,... é outra história!
Ficará para "segundas núpcias"!...)
A
Quantos destes Professores leccionaram este ano o 9º Ano? Será justo dizer... 1/3?
A
(...estimando por baixo!)
A
Mesmo assim, continuam a ser imensos!... certo, novamente?
A
Quantos alunos foram "Admitidos a Exame" e realizaram este ano o Exame de Matemática do 9º Ano?
A
Ainda mais do que os Professores!!! Mais do que os imensos já considerados! E, em conjunto, já somos... uma multidão! Outra vez certo! Certo?
A
O.K.! Chegámos ao ponto que eu queria!
A
Segundo a análise de uns e outros... somos uma multidão de incompetentes!!! Pelo menos, 7 em cada 10 dos alunos e os respectivos Professores!
A
Enfim... uma cambada de falhados!!!
A
Acham isto uma análise justa para a situação? Sinceramente... não me parece!...
A
Então, lanço aqui o desafio:
A
. Onde começa o falhanço?
A
Aqui ficam algumas pistas:
A
- pode ser no desacordo entre as orientações pedagógicas objectivas impostas como Programas Curriculares pelo M.E. (há mais tempo do que esta reforma e nunca alteradas/revistas) para o Ensino Básico em geral (e para a Matemática em particular) e as avaliações pretendidas pelo exame;
A
- pode ser na própria construção do exame em si e o que era pretendido com ela;
A
- pode ser na forma completamente desfazada que a filosofia deste tipo de avaliação impõe, face à filosofia actual do Ensino Básico;
A
- pode ser...
A
"Lancem" mais !!!
A
(Quanto a mim, o grande falhanço é mesmo e só... o próprio exame!
Depois da análise que fiz à situação da "minha" escola,
muito dificilmente me irão convencer do contrário, mas...
TENTEM!!!)
AA
;o) The LBug

A Maldição da Matemática

(A propósito dum pertinente post de 13 de Julho com este título em Semiramis.)

A maior parte das críticas ouvidas a propósito dos resultados obtidos pelos alunos nos exames de Matemática são apenas críticas, ou seja, não apontam para soluções. É certo que definem objectivos: por exemplo os alunos devem saber a tabuada, ou resolver problemas, ou fazer contas, etc.

A Joana, no post atrás referido, vai um pouco mais longe, explica como ensinar: "(...)treino na solução dos problemas e no estudo dos conceitos que permitem a solução desses problemas (...)".

Ao que a Joana se sente impotente para responder (e quem não se sente?) é como é que se leva a que os alunos aprendam isto.

Ela própria, no episódio pessoal que relata, põe em evidência este problema (desculpem a repetição) de conseguir que os alunos se envolvam nestas aprendizagens. Ela não conseguiu: "(...) Quando me pedia auxílio, ficava sempre muito contrariada porque eu tentava resolver o problema partindo dos conceitos de base, por forma a que ela percebesse a questão no seu âmago. Ela apenas estava interessada nas passagens indispensáveis para chegar à solução. As minhas elucubrações abstractas faziam-lhe tédio." (...) Exactamente! E aqui a tarefa à partida até estaria facilitada: trata-se de uma aluna inteligente, fortemente motivada para o sucesso e que trabalha para atingir os seus objectivos!... Não é a regra entre a esmagadora maioria dos nossos alunos.

Uma última nota: "(...) o que há de genético … é o nosso laxismo, e entre as matérias que se leccionam, a matemática é o barómetro, por excelência, desse laxismo." Absolutamente de acordo. Só falta dizer laxismo de quem: eu avanço uma hipótese no meu post de 17 de Julho...

Uma confissão... talvez dedicada aos pais!

Férias, enfim! Que significam o fim de um penoso período sem contacto com alunos e a fazer tarefas que não discuto serem importantes (formação de turmas eu, outros, estatísticas dos resultados finais dos alunos, inventários de material, horários, etc, etc) mas que me enfadam até ao bocejo!

Sinto necessidade de esclarecer uma coisa. Hoje em dia, na escola, só há realmente 3 coisas que me prendem o interesse e a dedicação: os alunos, os pais dos alunos e as amizades ali feitas.

É verdade, também os pais dos alunos.
Primeiro havia o medo que eles me inspiravam. Reparem que, perante 25 miúdos irrequietos, como é próprio da idade, é tão excessivamente fácil um professor falhar! E eu falho tantas vezes: um tom menos amigável, uma palavra mais dura, uma desatenção num momento-chave, uma explicação mais cansada, uma avaliação que não acerta, tanta coisa!
Depois foi o descobrir que os pais andavam (andam!) tão aflitos como os professores para saberem o que devem fazer, tantas são as mensagens contraditórias ouvidas e lidas (um dia hei-de voltar a isto)!
Sim, descobri que estamos efectivamente do mesmo lado da barricada no querer bem aos miúdos e na dificuldade de descobrir meios de os ajudar a crescerem sem que fechem portas ao seu futuro.

domingo, julho 17, 2005

Exame de Matemática: 2 episódios (II)

Volto a este meu post de 13 de Julho.

O que terá levado o Sérgio que tinha 5 a tirar 5 no exame, ou a I. e a N. (que tiveram, respectivamente 5-3 e 3-1), ou os meus outros 28 alunos de 47 que baixaram de um nível? O professor, a escola, a matéria ensinada, ou o exame eram os mesmos...

Quanto mim, esta é a questão crucial de todo o ensino-aprendizagem!
Se soubermos a resposta talvez possamos mudar alguma coisa.

E não me venham com a história da simpatia pessoal. Escolhi estes 3 exemplos não por acaso: o Sérgio nunca teve nenhuma relação significativa comigo, a I. não gostava lá muito de mim (não se coibiu de me acusar à frente da mãe que eu não os tinha preparado para o exame, numa tentativa clara de fugir às suas responsabilidades), enquanto a N., que eu conhecia há anos do meu trabalho voluntário, simpatiza muito comigo.

Características pessoais de inteligência? Os 3 são muito inteligentes.
Antecedentes familiares? Poupem-me!
Diferenças de requisitos prévios, seja lá o que isso queira dizer? Tive estes 3 alunos pela 1ª vez este ano e tanto o Sérgio como a I. são alunos de 5.
Então?

Eu ponho uma hipótese: motivação pessoal para a excelência, mais conhecida por BRIO, profissional e pessoal!

E como se consegue isto em muitos mais alunos?
Ponho outra hipótese: exemplo, mas exemplo vindo de todos os lados, não só dos professores.
Exemplo na exigência profissional consigo próprios, exemplo no cumprimento de regras e leis, exemplo na satisfação pessoal por um trabalho bem feito,...
Ouviram, classe política?
Ouviram, classe empresarial?
Ouviram, automobilistas que são pais destes alunos?
Ouviram? TODOS!

Nota de rodapé: a percentagem de alunos meus que passaram no exame foi superior à média nacional (29,3%): 36,2%. Não é um resultado de que me sinta orgulhoso.

sábado, julho 16, 2005

Quem foi...? Quem foi...? Quem se "descuidou"???

Obrigada, Ana "Psília"! ;o)
A
Depois das conferências do dia, muitos colegas médicos encontram-se no Bar do hotel.

O álcool ajuda à extraversão e alguns contam as suas últimas conquistas científicas.

O australiano começa:

- Tivemos um fulano que foi atropelado e a única coisa intacta que tínhamos dele era o seu dedo mindinho. Pois, a nossa equipe conseguiu, pelo DNA, refazer a mão, um novo braço, um novo corpo! O paciente ficou tão capacitado ao ter alta, que tirou o emprego de cinco pessoas!

- Isso não é nada! - Diz o americano.

- Nós tivemos o caso de um operário que caiu no reactor atómico de uma central nuclear! A única coisa que sobrou dele foi um cabelo. Pois, pelo DNA dele, conseguimos reconstituir completamente todo o seu corpo.

Depois de ter alta, esse sujeito mostrou-se tão eficiente que cinquenta pessoas perderam o emprego!

O português pede a palavra:

- O caso que vou contar é muito mais interessante: um dia em que eu estava a andar pelo hospital senti o cheiro de alguém que... se descuidou. Imediatamente, eu o capturei num saco que levei até o laboratório. Chamei a minha equipe e começamos a trabalhar. Primeiro, a partir do gás, fizemos um ânus, em seguida reconstituímos o intestino, e depois, pouco a pouco, todo o corpo, por fim o cérebro. O projecto desta criatura foi chamado SÓCRATES e está a ter um desempenho tão fantástico que milhares de pessoas vão perder o emprego!!!

;o) The LBug

sexta-feira, julho 15, 2005

Here"j"es!!! Blasfemos!!!! Homens (e mulheres...)de mui pouca fé!!

Ou será pou ca-fé? Cuidado com as (in)tensões!Convém ter as intenções baixas. Quanto mais rasteiras melhor!
Pois é como eu vos digo: a cevada não é trigo!
Além disso, será que estaremos em face da famosíssima tirada do Burt "Bruto" Lancaster no filme Il Gattopardo??? (em português porque o meu italiano está pela hora da morte) É PRECISO QUE ALGUMA COISA MUDE PARA QUE TUDO FIQUE NA MESMA!
Será??

quinta-feira, julho 14, 2005

E por falar em Sargentos...

... dedico-lhe a música no player!!!
a
E...
a
... esperemos que a grave!!!
A
(Esta valia a pena... será que já a conhece?)
A
;o) The LBug






























Sabiam?...

Consta para aí que a sargento dos granadeiros do Rei grego grava as reuniões para depois estudar as "infelicidades" de cada um???

quarta-feira, julho 13, 2005

Exame de Matemática: 2 episódios

1º:
Pedro: Ó setor, tive 3, que nota preciso de ter no exame para não chumbar?
Sérgio: Setor, não vale a pena, já lhe expliquei mais de 100 vezes que ele pode ter uma nota qualquer que passa sempre, mas ele não acredita!!...
O Sérgio teve a melhor nota da escola no exame de Matemática e, como ele sabia muito bem, não precisava de se ter esforçado.

2º:
Quando acabaram as aulas do 9º, combinei com os alunos e continuei a vir às aulas para tirar dúvidas e/ou treiná-los para o exame. Disse-lhes que, como não eram aulas convencionais, podiam trazer os amigos que quisessem.
De turmas de 26, nunca me apareceram mais do que 10 alunos. E uma vez não me apareceu ninguém.

Para já, não tiro conclusões. Deixo-as para vocês.

terça-feira, julho 12, 2005

Porquê?

PORQUE NINGUÉM SABE A TABUADA.
PORQUE SE FACILITA.
PORQUE NÃO HÁ TREINO DO CÁLCULO MENTAL.

DIXIT!

E PRONTO!!!!
AGORA CONTESTEM-ME!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, julho 11, 2005

Suem , Suem, Suem mais!!!

Mas que se lixe o cheiro! Poupem água! Não se lavem , mas sobretudo não lavem os carros.

domingo, julho 10, 2005

Realidades e(m) desfazamento!!!


A vida num aquário deve ser péssima. Bolhas artificiais, corais artificais, barcos afundados artificiais, convivência artificial, superlotação de vaidades,...

No entanto, os peixes, aparentemente são felizes... deve-se à sua memória que dura de três a seis segundos, se não me engano.

De cada vez que dão uma volta ao aquário, volta tudo a ser outra vez novidade!

“Ai, que lindo! Uma ânfora!!!” e uma volta depois, “Ai, que lindo! Uma ânfora!!!”

E se falassem? Se comunicassem? Apresentavam-se mutuamente milhares de vezes por dia, pois de cada vez que se cruzam, voltam a ser ilustres desconhecidos!

“Olá, como te chamas?”

“Néon, e tu?”

"Limpa-vidros! Sou o Limpa-vidros!"

“Olha-me este cagão!... Deves ter a mania que és útil...”

E uma volta depois:

“Olá, como te chamas?”

“Néon, e tu?”

“Limpa-vidros! Sou o Limpa-vidros!”

“Olha-me este cagão!... Deves ter a mania que és útil...”

E porque falo nisto? De vez em quando, sinto-me como se estivesse num aquário de verdade! Só que sou a única que não sou peixe!!!

De cada vez que abordamos um determinado tema, repito tudo o que já disse na aula anterior, há um mês trás, no período passado ou até mesmo no ano lectivo anterior...
A
E mesmo assim, parece que estamos a falar de coisas completamente novas, vivendo situações de aprendizagem como se fosse a primeira vez e fazendo experiências nunca dantes vistas! É que a memória dos alunos - que são uns mamíferos peculiares - dura apenas uns... oito segundos!!!

Quer queiramos, quer não, a realidade das escolas (ainda) está a milhas de distância da dos alunos!!!
A
E como nos aproximarmos? Eu...
A
... não sei!!!

;o) The LBug

Não há título suficientemente adequado para isto...

Quando o 1º ministro socialista (!?) do meu país se congratula na Assembleia da República (eu vi! eu ouvi! no canal tv cabo da Assembleia) por estar a tomar as medidas que o CDS desejava mas não teve coragem de tomar, a hipótese de explicação mais piedosa que consigo encontrar é que uma forma qualquer maligna de demência tomou conta dele. Ou do partido, dito socialista, que o aceitou como membro e líder!

Porque o que ele devia dizer era o seguinte:
"Os senhores discordam da acção deste governo? Ainda bem! Ficaria preocupado é se concordassem! Quereria dizer que provavelmente eu estaria a ter uma actuação de direita." Etc.
Só que o sr. 1º ministro em consciência não pode dizer isto porque, se calhar, está mesmo a pôr em prática políticas de uma verdadeira direita. E sabe que a discórdia do CDS é só para inglês ver.

Ora cá estou eu

1,2,3 experiência...


1,2,3...


1,2...

sexta-feira, julho 08, 2005

Londres, 7 de Julho de 2005

Doem-me todas as feridas do mundo.
Aqui fica a minha solidariedade silenciosa e sofrida com as vítimas de mais este atentado.

Porque é que quando se fala de prevenção do terrorismo só se referem as medidas de segurança policial (sem dúvida, o mais urgente) e não a educação para a não-violência (sem dúvida, o mais importante)?
Educar, educar, educar: para chegar a todos, para convencer, para não deixar à solta os demónios da violência.

E Dulcineia...

... chegou!!!


Após ter trilhado um loooooongo caminho: árduo e difícil!...

A

Mas agora, sim! Está composto o ramalhete!!!

AA

;o) The LBug

quarta-feira, julho 06, 2005

Há muitas, muitas luas atrás......

... cometi a heresia , a blasfémia, o pecado de dizer publicamente que os professores estavam bem pagos.
Levei tanta porrada dos meus pares que meti o rabo entre as pernas e desapareci.
Tinha acabado de falar com um colega holandês que visitava a minha escola (sim, porque eu tenho uma escola!) que me dizia que, face à diminuição da população escolar no seu país, os professores não tinham trabalho e vencimento assegurado nas escolas públicas se não tivessem clientes para as suas aulas na sua escola. Rimo-nos à brava e lamentámos a sua sorte de ter sido obrigado a procurar emprego a 260 km de casa. Dissemos que cá, neste jardim `a beira-mar planté isso nunca aconteceria porque tínhamos os sindicatos para nos defenderem, e alinhávamos todos no discurso que dizia que "se nos comeram a carne, que nos roam os ossos se isto der para o torto", ou seja se faltar a população escolar que era coisa que em meados da década de 80 do século passado (aparte das galerias: ihihihihihihihihihihihi és mesmo pré-histórico, um belo exemplar de Cro- Magnon!) com as escolas a nascerem como cogumelos não nos passava pela cabeçA.

E agora vou -me . A suite deste emocionante caso....um dia destes num computador perto de si!!!!

A direita, a esquerda e os professores

Porque é que a direita quando chega ao poder não é liberal?
Ou: porque é que só o PS pode aplicar políticas de direita?
Porque se for o PSD a tentá-lo, tem contra o PS, o PCP e o BE o que não lhe dá espaço de manobra. Se for o PS, o PSD e o CDS estão de acordo (mesmo quando fingem que não), e contra ficam apenas o PCP e o BE sem representação parlamentar significativa! Viu-se isso no governo Mário Soares / Ernâni Lopes e vê-se isso agora.

A vantagem de se ser professor é que nunca se está à mercê destas oscilações: profissionalmente, os professores são sempre alvo de uma política de direita. Porque, como toda a gente sabe, os professores não prestam. E com quem não presta só uma política de direita é universalmente aceitável - veja-se o que aconteceu a todas as classes de "não prestas" ao longo da história.

terça-feira, julho 05, 2005

Cobras... diariamente, tropeçamos nelas!!!

Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um pirilampo que só vivia para brilhar.
A
Ele fugia depressa com medo da feroz predadora e a cobra nem pensava em desistir.
A
Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada.
A
No terceiro dia, já sem forças, o pirilampo parou e disse à cobra:
A
- Posso fazer três perguntas?
A
- Podes. Não costumo abrir esse precedente para ninguém mas já que te vou comer, podes perguntar.
A
- Pertenço à tua cadeia alimentar?
A
- Não.
A
- Fiz-te alguma coisa?
A
- Não.
A
- Então porque é que me queres comer?
A
- PORQUE NÃO SUPORTO VER-TE BRILHAR!!!
A
Obrigada, Ana "Psília"!
A
;o) The LBug

sábado, julho 02, 2005

"Fraco contra fraco"

De Rui Tavares, no Barnabé. Se não o fizeram já, leiam por favor:


"Fraco contra fraco

Um dos aspectos mais chocantes do governo de Durão Barroso: ser forte contra os fracos e fraco contra os fortes.

Mais rapidamente do que desejaria vou perdendo a esperança de que Sócrates inverta esta tendência. O novo primeiro-ministro prometeu ser forte contra todos, fracos ou fortes. O resultado do discurso, até agora, tem sido colocar todos contra todos.

Especialmente trágico, para a esquerda, é ver fracos contra fracos: desempregados contra imigrantes, sub-empregados contra mal pagos, privados contra públicos, jovens contra velhos, recibos verdes contra contratos a prazo.

Dizem-me que nada neste país se resolve enquanto não se resolver a questão orçamental. À cautela, lá vou acreditando que sim.

Mas o problema está noutro lado. Um país não suporta viver ano após ano após ano a ser governado como se estivesse nas mãos de uma comissão liquidatária. Enquanto isso, vai-se instalando a ideia – essa sim verdadeiramente mortal – de que a solução para isto não está nas mãos de quem aqui vive. Temos andado a dizer às pessoas que elas são o problema. Antes que elas se convençam que o seu dever patriótico é suicidarem-se aos sessenta anos para não sobrecarregar o orçamento e fazerem quatro ou cinco filhos à antiga para os deixar passar fome, temos de saber dizer-lhes como é que só elas podem ser a solução.

Sem isso não vamos lá, e já tarda."

O respeito no meu tempo

No meu tempo (antes do 25 de Abril de 1974) só "respeitávamos" os professores que nos inspiravam medo, aos outros fazíamos a vida negra.
Sei do que falo, estive no Camões no tempo do famoso reitor Sérvulo Correia e (exemplo extremo, mas não único de forma nenhuma) ainda hoje me dói profundamente o mal que fizemos ao professor a quem alcunhávamos de "Gilinhas", que era uma alma pura, incapaz de fazer mal fosse a quem fosse. Sempre que tenho alunos "impossíveis" lembro-me dele e penso que é bem feito para pagar o que lhe fazíamos.
Raramente, mas mesmo muito raramente, lá havia um(a) ou outro(a) professor(a) de quem gostávamos a valer (no mesmo Camões, lembro-me por exemplo da professora Helena de Sá).

Horário de trabalho e férias

Nas discussões sobre o quantas horas trabalha um professor surge normalmente um equívoco: é que se um professor dá 5 horas de aulas por dia, possivelmente não trabalha 8 horas (porque aquelas 5 horas são intensíssimas), mas isso não significa que trabalha apenas 5 horas por dia (embora, admito-o, é capaz de haver alguns muito poucos que quase o consigam fazer, mas hoje em dia só quase).

É como com as férias: as dos alunos não são as dos professores. Por exemplo o meu caso, até 22 de Julho o que tem de estar feito: reuniões de avaliação e de todos os grupos de trabalho a que pertenço, formação das turmas do 9º ano, limpeza e reorganização do Clube da Matemática, trabalho de Director de Turma (limpeza e arquivamento de todos os documentos e dossiers), matrículas dos alunos e ainda exames dos alunos autopropostos (escritos e orais), mais toda a imensa burocracia associada a isto tudo. E nem me posso queixar muito porque não sou o que estou em pior situação.

Eu até tenho vergonha de estar a chamar a atenção para isto porque me parece algo de tão óbvio que eu até peço desculpa por, com este esclarecimento, poder parecer que penso que as pessoas estão de má fé.

Andámos a ensaiar para o ministro (cont.)

O resto: as outras partes todas! Até as de "0-inha"!... :o)

A
"Bem, disse o director, depois da Marselhesa, vamos mandar avançar três pequenos." O director olhou para nós e depois escolheu o Eudes, o Aniano que é o melhor aluno da aula e o menino-bonito da professora, e a mim. "É pena que não sejam meninas, disse o director, podíamos vesti-las de azul, branco e vermelho, ou então, o que se faz às vezes, põe-se-lhes um laço de cor nos cabelos, dá um excelente efeito." "Se me puserem um laço nos cabelos, vai dar estrilho" disse o Eudes.(...)
A
"Bem, disse o director, estas três crianças vão avançar para o Sr. Ministro e vão oferecer-lhe flores. Preciso de qualquer coisa que se pareça com ramos de flores para o ensaio." O Caldo, que é o vigilante, disse: "Tenho uma ideia, senhor director, volto já" e foi-se embora a correr e voltou com três espanadores. (...) O Caldo deu-nos um espanador a cada um, a mim, ao Aniano e ao Eudes. "Bem, disse o director, agora, meninos, vamos supor que eu sou o Sr. Ministro, então vocês avançam e dão-me os espanadores." Cá nós fizemos como ele tinha dito, e demos-lhe os espanadores. O director tinha os espanadores nos braços, quando de repente se zangou. Olhou para o Godofredo e disse-lhe: "Você, lá ao fundo! Vi-o a rir. Gostaria que me dissesse o que é que tem tanta graça, para que todos possam aproveitar." "Foi o que o Sô disse, respondeu o Godofredo, só de pensar nos laços nos cabelos do Nicolau, do Eudes e desse parvo menino-bonito Aniano, deu-me vontade de rir!" "Queres um murro no nariz?" perguntou o Eudes. "Sim", disse eu e o Godofredo deu-me uma bofetada. Começámos à bulha e os outros colegas também se meteram, excepto o Aniano que se rebolava no chão a gritar (...) que ninguém gostava dele e que o pai ía fazer queixa ao ministro. O director agitava os espanadores e gritava: "Parem! Parem!" Toda a gente corria por todo o lado, a menina Vanderblergue sentiu-se mal, era incrível.
A
No dia seguinte, quando o ministro chegou, aquilo correu bem, mas nós não o vimos, porque nos tinham posto na lavandaria e mesmo que o ministro tivesse querido ver-nos não teria conseguido porque a porta estava fechada à chave.
A
Tem umas ideias muito bem apanhadas este director!
A
in O Menino Nicolau, Sempé - Goscinny
A
;o) The LBug

Andámos a ensaiar para o ministro

Partes: 1 e 1,5 (bem,... quase até à parte 1 e 3/4)


Mandaram-nos descer a todos para o recreio e o director veio falar connosco. "Meus queridos meninos, disse ele, tenho o grande prazer de vos anunciar que, por ocasião da sua passagem pela nossa cidade, o Sr. Ministro vai dar-nos a honra de vir visitar a escola. Talvez não ignorem que o Sr. Ministro é um antigo aluno desta escola. (...) Pretendo que o Sr. Ministro receba aqui um acolhimento inesquecível e conto convosco para me ajudarem neste sentido." E o director mandou o Clotário e o Joaquim para o castigo porque andavam à bulha.
A
Depois, o director reuniu à sua volta todos os professores e vigilantes e disse que tinha ideias incríveis para receber o ministro. Para começar, íamos cantar todos a Marselhesa e depois, três dos pequenos avançariam com flores e dariam as flores ao ministro. É certo que o director tem ideias giras e receber flores será uma boa surpresa para o ministro; de certeza que não está à espera. A nossa professora ficou com um ar preocupado, e não percebo porquê. Acho a professora nervosa nestes últimos tempos.
A
O director disse que se ía começar o ensaio imediatamente e aí, ficámos bestialmente contentes, porque não íamos para a aula. A menina Vanderblergue, que é professora de canto, mandou-nos cantar a Marselhesa. Parece que não foi lá muito bem, no entanto, fazia-se um barulho bem giro. É verdade que estávamos um bocadinho adiantados (...) excepto o Rufus que não conhece a letra e que fazia "lálálá" e o Alceste que não cantava porque estava a comer um croissant. A menina Vanderblergue fez grandes gestos com os braços para nos mandar calar, mas em vez de ralhar com os grandes que estavam atrasados, ralhou-nos a nós que tínhamos ganho e isso não é justo. Talvez o que enfureceu a menina Vanderblergue, tenha sido o Rufus, que, como canta com os olhos fechados não tinha visto que era preciso parar e continuou a fazer "lálálá". A nossa professora falou com o director e depois com a menina Vanderblergue e depois o director disse-nos que só os grandes cantariam, os pequenos íam fingir. Experimentámos e correu muito bem, mas havia menos barulho e o director disse ao Alceste que não valia a pena fazer aquelas caretas para fingir que cantava e o Alceste respondeu-lhe que não estava a fingir que cantava, que estava a mastigar e o director deu um grande suspiro.
A
in O Menino Nicolau, Sempé - Goscinny
A
;o) The LBug

Aos poucos...

... vamos chegando!

Já cá estão:

. D. Quixote;

. Sancho Pança;

. Ah!... e o insecto, que veio andando na frente!

A(porque há sempre um!... só não gostaria de ser (a) mosca!... :o/ )

A

DULCINÉIA!!! (Só) Faltas tu!...

A

;o) The LBug

sexta-feira, julho 01, 2005

Yupiiii!!!!!!

Eu e o cavaleiro da triste figura, muito nos apraz dizer o que for direito para puxar as orelhas a quem o devam ser....
Sancho Pança

Sim, reforma aos 52 anos!

Não sou professor do 1º ciclo.

Não consigo acreditar que o 1º ministro não saiba o que é a vida de um professor do 1º ciclo para achar escandalosa a idade da reforma aos 52 anos!

Lembrem-se da vossa dificuldade, como pais, em conseguir apenas que o(s) vosso(s) filho(s) se comporte(m) adequadamente. Com meios, que os professores não têm, de impôr a vossa autoridade.

O professor tem 25 à sua frente. Dos 6 aos 10, 13 ou 15 anos. Durante 5 horas. E tem que levá-los, não só a portarem-se bem, como a aprenderem aquilo em que não estão interessados (porque saudavelmente querem é brincar, em segurança e na companhia dos amigos). Muitas vezes distribuídos por vários anos de escolaridade na mesma turma, na mesma sala, todas as matérias.

Em casa, os vossos filhos têm um ambiente de partilha dos mesmos valores. Ao contrário da escola, onde coexistem pobres, ricos, europeus, outros nem tanto, filhos amados, desamados, com pais, sem pais, acarinhados, maltratados, de barriga cheia ou esfomeados. Tudo isto numa mesma turma.

Não há momentos de descanso durante a aula. Se se relaxa, o caos instala-se.

E correndo o risco real de ser agredido por um aluno (sim, até no 1º ciclo os professores são vítimas de rasteiras, narizes partidos, bofetadas, etc) ou processado pelo ministério por iniciativa de algum pai. Não podendo mudar de profissão porque o curso tirado serve exclusivamente para ser professor e para mais nada.

25 miúdos, 5 horas, 5 dias por semana, mês após mês, ano após ano.

Eu sei disto e não sou do 1º ciclo.